É o chefe de todos os ramos das forças armadas, incluindo o corpo de elite dos Guardas da Revolução.
Ali Khamenei ocupa um cargo de nomeação vitalícia e designa também o chefe do sistema judiciário e seis dos 12 membros do poderoso Conselho dos Guardiães da Constituição. Por via indirecta, é igualmente responsável pela nomeação dos restantes seis membros do conselho, que lhe são propostos pelo chefe dos juízes.
O guia supremo do Irão nomeia ainda os comandantes das forças armadas e confirma a validação, pelo Conselho dos Guardiães da Constituição, da eleição do Presidente.
Ahmadinejad, foi eleito pela primeira vez em 2005 depois de uma campanha populista em que prometeu distribuir a riqueza gerada pelo petróleo pelas classes mais desfavorecidas.
Adoptou uma postura de desafio perante o ocidente e Israel, classificando o holocausto nazi como um "mito" e ignorando as resoluções das Nações Unidas sobre o programa nuclear iraniano.
Internamente, Mahmud Ahmadinejad, é criticado por ter gerido mal a economia do Irão.
Conselho dos Guardiães da Constituição: Órgão constituído por 12 membros que detém o poder de interpretar a constituição do Irão e de avaliar os candidatos às principais eleições.
O Conselho dos Guardiães da Constituição é dominado pelos conservadores e leal ao guia supremo e tem agora, face ao movimento de contestação, a tarefa delicada de reexaminar os resultados das eleições de 12 de Junho.
No campo reformista:
É actualmente a figura catalisadora do movimento, constituído maioritariamente por jovens e estudantes, que contesta os resultados das eleições como bandeira do desejo de liberalização.
Moussavi foi um dos fundadores do Partido Islâmico que apoiou o ayatollah Komeini, fundador da República Islâmica, depois da fuga do Xá, foi nomeado primeiro-ministro em 1981, o ano a seguir ao início da guerra Irão-Iraque.
Grande ayatollah Hossein Ali Montazeri: Dissidente religioso que apelou para que os jovens se manifestem pacificamente.
Chegou a ser apontado como o sucessor de Khomeini, mas foi depois colocado em prisão domiciliária por criticar abertamente o regime, mantendo-se no entanto uma voz importante.
Enquanto Presidente tentou iniciar um processo de reforma, que foi bloqueado pelas autoridades religiosas.
Akbar Hachemi Rafsanjani, ex-Presidente da República Islâmica do Irão (1989-1997): Visto como um conservador pragmático, aproximou-se do campo reformista depois de derrotado por Ahmadinejad nas eleições presidenciais de 2005.
Rafsanjani mantém-se uma figura influente, sendo o chefe do Conselho de Discernimento, o principal órgão de arbitragem do Irão, mas manteve-se afastado do movimento de contestação aos resultados eleitorais. "



