
O desaparecimento de um intelectual do centro da Europa não merece normalmente grande destaque.
Geremek nasceu em 1932 tornando-se posteriormente um reputado académico especialista em História Medieval, sendo que a sua vida pessoal se confunde com a história do seu país e com as grandes mutações políticas no centro da Europa.
Na década de 1980, colocou-se ao lado de operários em greve e assumiu-se como “o pensador” do movimento sindical de Solidariedade, mas foi com a invasão da URSS que começou a colaborar activamente com as forças democráticas polacas, inclusive esteve preso dois anos e meio e foi expulso e posteriormente foi expulso pelas autoridades comunistas da universidade que leccionava.
Foi uma das enormes figuras das alterações políticas que se haveriam de proceder no lado de lá da Cortina de Ferro, desempenhou funções como Ministro dos Negócios de Estrangeiros (1997/2001) e negociador da admissão da Polónia na NATO.
Presentemente era opositor do Presidente polaco Lech Kaczynski e do seu irmão Primeiro Ministro Jaraslov, o que o colocou de novo numa situação de proscrito, mas agora um proscrito na Democracia e recentemente referiu: “O movimento em direcção ao autoritarismo é um problema de memória.”
O “acidente” teve origem na perca de controlo da viatura em que seguia, saiu da faixa de rodagem e colidiu de frente com uma camioneta, Geremek teve morte imediata, tinha 76 anos.
Segundo Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia: “Era um cidadão europeu de estatura excepcional, um polaco de convicções inabaláveis que ao longo de uma vida inteira demonstrou uma coragem política sem compromissos (…) uma grande consciência da liberdade.”
Geremek nasceu em 1932 tornando-se posteriormente um reputado académico especialista em História Medieval, sendo que a sua vida pessoal se confunde com a história do seu país e com as grandes mutações políticas no centro da Europa.
Na década de 1980, colocou-se ao lado de operários em greve e assumiu-se como “o pensador” do movimento sindical de Solidariedade, mas foi com a invasão da URSS que começou a colaborar activamente com as forças democráticas polacas, inclusive esteve preso dois anos e meio e foi expulso e posteriormente foi expulso pelas autoridades comunistas da universidade que leccionava.
Foi uma das enormes figuras das alterações políticas que se haveriam de proceder no lado de lá da Cortina de Ferro, desempenhou funções como Ministro dos Negócios de Estrangeiros (1997/2001) e negociador da admissão da Polónia na NATO.
Presentemente era opositor do Presidente polaco Lech Kaczynski e do seu irmão Primeiro Ministro Jaraslov, o que o colocou de novo numa situação de proscrito, mas agora um proscrito na Democracia e recentemente referiu: “O movimento em direcção ao autoritarismo é um problema de memória.”
O “acidente” teve origem na perca de controlo da viatura em que seguia, saiu da faixa de rodagem e colidiu de frente com uma camioneta, Geremek teve morte imediata, tinha 76 anos.
Segundo Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia: “Era um cidadão europeu de estatura excepcional, um polaco de convicções inabaláveis que ao longo de uma vida inteira demonstrou uma coragem política sem compromissos (…) uma grande consciência da liberdade.”
VC